Esses dias navegando pela web achei algo bem interessante. John Richard falando sobre "Os oito segredos do sucesso". O interessante é que ele chegou nesses oito segredos conversando com outras pessoas que alcançaram esse sucesso, cada um com uma característica particular.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Segredos do sucesso
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Filhos inteligentes enriquecem sozinhos - Gustavo Cerbasi
Livro: Filhos inteligentes enriquecem sozinhos
Autor: Gustavo Cerbasi
Editora: Gente
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Casais inteligentes enriquecem juntos - Gustavo Cerbasi
Livro: Casais inteligentes enriquecem juntos
Autor: Gustavo Cerbasi
Editora: Gente
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Twitter - Conheça um dos criadores
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Steve Jobs e suas três histórias
Nas últimas semanas eu vi uma transcrição do discurso que Steve Jobs fez na formatura de uma turma de Stanford em 2005. Dispenso comentários sobre Steve Jobs já que sempre fui fã dele, não somente pelo seu histórico de conquistas como também pela sua humildade em alguns momentos.
O texto é um pouco longo, mas é realmente muito interessante. Vale a leitura.
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Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei?Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro." Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades.
Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes.Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida.
Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço.Vou dar umexemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante. Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida.
Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou.E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação - o Macintosh - e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo.
Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa.Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam.
Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar.
E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui.Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo". Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês.
Continuem com fome. Continuem bobos.
Segue o link com o vídeo na íntegra disponível no youtube.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A nova escala de valores
A escala de valores consiste em seis etapas: escolha de talentos, espírito de equipe, definição e fomento de lideranças dentro do grupo, treinamento extremo, fatores externos e o sucesso e suas armadilhas.
Escolha de talentos: devemos optar pelas pessoas certas e não pelas talentosas. Um bom método para isso é o método estatístico. Saber dados exatos e específicos dos atletas para saber o que esperar dele e onde encaixá-lo. Pode usar a estatística para um conceito tático, estudar o adversário e saber como ele age e a partir daí bolarmos nossas estratégias. Estudar o comportamento deles durante o jogo para saber se mudou em relação aos nossos dados antigos e então mudar nossa estratégia novamente. Outro modo de usá-la é tecnicamente, analisando o desempenho de cada atleta e mostrando a ele para que possa melhorar. Isso faz com que termine as conversas como: “Eu acho que você...” E nos propicie conversas como: “Você fez isso e aquilo e precisa de...” Os números não nos dizem tudo, mas ajudam muito para entender onde e como melhorar.
Talento médio + Determinação Alta = Bom profissional
Talento alto + Determinação Alta = Super profissional
Talento alto + Determinação Baixa = Frustração
Por isso devemos sempre olhar nos olhos desses talentos para encontrar o famoso “brilho no olhar”.
Espírito de equipe: Devemos nos motivar pela excelência e liderar pelo exemplo.
Liderança: O líder deve ser um facilitador de bons desempenhos, mas não deve buscar a popularidade.
O bom profissional é aquele que nunca acha que o que conquistou é o bastante, que sempre quer algo mais e que está disposto a sacrifícios individuais em nome de um objetivo coletivo. E o bom líder é aquele que consegue incutir esse questionamento em seus colaboradores.
O bom líder deve sempre desafiar seus liderados a superar o que eles acreditam ser seus limites.
Preparação: Provocar, desafiar, instigar, buscar nada menos que o máximo, essa é a obrigação de todo gestor. Só isso faz crescer.
Superação é ter a humildade de aprender com o passado, ser inconformado com o presente e desafiar o futuro. – Hugo Bethlen – Grupo Pão de Açucar
Quando a preparação é intensa e sistemática, qualquer coisa diferente será apenas uma pequena variação para o que você se preparou. – Rudolph Giuliani
Quanto mais eu treino, mais sorte eu tenho – Tiger Woods
Mão santa nada, mão treinada. – Oscar Schmidt
Ambiente externo: “Brigo muito com eles, mas brigo mais por eles.” – É importante prover as condições básicas para nosso trabalho.
O sucesso e suas armadilhas: As vitórias nos garantem apenas grandes expectativas e mais responsabilidade. E nossa responsabilidade aumenta de forma proporcional à expectativa gerada: é o peso do favoritismo.
O questionamento constante – sob a ótica dos elementos da roda da excelência ou da escala de valores – gerará crescimento. É importante entendermos novas vivências como lições para um aprendizado contínuo permanente.
Optar pelas pessoas certas e não pelas mais talentosas;
Focar no trabalho em equipe;
Fomentar lideranças no grupo;
Treinamento extremo (nada o substitui);
Buscar equilíbrio entre cobranças e condições externas;
Atenção ao sucesso e suas armadilhas;
Buscar constantemente a excelência;
Transformando suor em ouro
Livro: Transformando suor em ouro
Autor: Bernardinho
Editora: Sextante
Bom, o terceiro livro que vou resumir aqui no blog se chama transformando suor em ouro. Eu como fã de esportes adorei o livro, mas confesso que para o meio profissional aproveitamos pouco. Salvo 2 capítulos muito bons que vou postar em um outro momento, hoje vou escrever resumidamente sobre sua carreira e alguns ensinamentos bem interessantes.
1) Descobridor de virtudes: Bernardinho era levantador reserva da seleção vice-campeã mundial de 82 e vice-campeã olímpica de 84 e ninguém esperava que aquele jogador tão atento no banco viesse a se tornar um craque no esporte. Bernardinho é o divisor de águas num país que precisa aprender a importância da cooperação, da solidariedade e do trabalho em equipe.
2) Um passeio pela Grécia: Este capítulo fala um pouco sobre o dia 29 de agosto de 2004, quando Bernardinho disputaria, como técnico da seleção masculina, a final das olimpíadas. É interessante como ele conta seus pensamentos antes da final. O peso e a responsabilidade da conquista do ouro e os aprendizados com uma possível derrota. O fato de disputar uma decisão não está na vitória do jogo, mas sim em merecermos ou não a vitória. Será que nos dedicamos ao máximo? Será que tivemos disciplina? Será que demos tudo de nós? Se sim, mesmo perdendo seremos eternos vencedores.
3) Meus primeiros treinadores: “Seja o que fores, não chegarás a lugar algum se não estudar, trabalhar e suar muito, com muita dedicação.” – Benedito da Silva (Bené)
“Deve-se exigir mais de quem tem mais a dar. É fundamental conhecer as pessoas para motivá-las.” – Bernardinho
A maior tristeza não é a derrota e sim não ter oportunidade de tentar novamente. “Levei um bom tempo para aceitar a idéia de que ser paciente é diferente de ser fraco.” – Armstrong
4) A geração de prata: Bebeto de Freitas foi treinador da seleção brasileira de vôlei no fim da década de 70 e início da década de 80. Foi impressionante o trabalho desempenhado por ele, viu que tinha um grupo bom, percebeu que poderia dar uma estrutura melhor para eles e com toda a sua capacidade liderou a seleção na prata de 84. Levou uma seleção anônima a disputar títulos como o mundial de 82 e as olimpíadas de 84. Nessa seleção foi onde Bernardinho, no banco de reservas, aprendeu muito observando.
Trabalhar a perseverança, a obstinação, não desistindo e nem recuando diante dos obstáculos. Algumas pessoas com essas características obtiveram ótimos resultados, não tinham grande talento, mas souberam perseverar.
Estudando mais sobre a seleção vice campeã olímpica de 84, vemos que eles não perderam porque eram piores que os adversários, perderam pela falta de concentração e vaidade do grupo, ou seja, poderiam claramente terem sido campeões olímpicos em 84.
5) Uma aventura à italiana: Em 1989 Bernardo recebeu um convite para ser técnico. O time era o Perugia, time feminino da Itália. O time estava na 1º divisão e tinha perdido 11 de 12 jogos. Disseram que ele tinha coragem, mas coragem pra que? Ele precisaria se o Perugia estivesse em primeiro e não em último. Difícil é manter um time na liderança e não tirá-lo de baixo.
Bernardinho sem querer mostra que esteve sempre atento no que faz. Leu muito, aprendeu cada detalhe sobre o esporte e sobre liderança. Se dedicou muito fora da quadra.
6) As meninas do Brasil: Bernardo assumiu a seleção em 1993 e mesmo estando fora da copa dos campeões, ele foi lá ver as seleções jogarem. Foi estudá-las. Disse então para suas jogadoras que queria estar entre as melhores equipes, estar em todos os pódios que disputassem. Mesmo não ganhando sempre. Nenhuma equipe ganha sempre, mas estão nos pódios.
“Se você é um líder realmente duro e exigente, seu próprio sacrifício serve como fonte de motivação, pois demonstrará que a equipe não está sozinha.”
7) A última barreira: Saber que as vitórias do passado só garantem uma coisa: Grandes expectativas e maiores responsabilidades. Então, devemos criar zonas de desconforto para afugentar a armadilha do sucesso e testar o comprometimento dos vitoriosos.
O interessante do Bernardo é como ele redobra a atenção depois das vitórias, mesmo depois de conquistar o título da liga mundial pela 4º vez ele obrigou o time a treinar um dia depois da vitória, onde geralmente o pessoal descansa (pelo menos os normais fazem isso). Esse treino era exatamente para conter a euforia e já começar a focar nas próximas partidas, para ficar claro que o objetivo a ser cumprido é sempre o próximo, essa vitória de hoje só representa uma meta atingida.
Outra reação interessante é que sempre depois de uma derrota a primeira coisa é treinar mais cedo, tipo em vez de treinar as 8:30 o treino será as 7. Faz com que o time entenda que precisa treinar mais e que faltou foco, faltou treino. Quanto mais tu treina mais preparado tu estás.
8) Em busca do ouro: Esse capítulo detalha minuciosamente a conquista do ouro olímpico em Atenas pela seleção masculina de vôlei, mas quero aqui escrever alguns detalhes que achei mais interessantes.
Bernardinho não diz explicitamente que ele como técnico deve se dedicar mesmo nas horas vagas. É impressionante como ele mantém um foco e vive aquilo até não ter mais forças. Em vôos, viagens, ônibus, ida para o treino, Bernardo está sempre pensando e anotando idéias, estratégias, mensagens, tudo para que ao treinar ou antes dos jogos ele chegue com uma surpresa ou com novas palavras. Ele treinou a equipe, falou sobre o jogo que terão em uma hora e ao irem para o ginásio, ele pensa em mais coisas para que minutos antes do jogo ele possa passar isso aos jogadores. Que dedicação. É impressionante.
Outro detalhe interessante foram as palavras ditas por Giovane antes das quartas de final em Atenas: “Ninguém treinou tanto, ninguém merece mais que nós... e certamente ninguém acordou mais cedo”. Ou seja, nossa preparação, nossa dedicação ao processo, aos treinos, isso nos dão a confiança para entrar na quadra e dar o máximo e mesmo perdendo saímos como vencedores. Estar bem preparado, acordar cedo, são esses detalhes que não deixam nós errar e por isso derrotamos os adversários.
9) Concluindo: O livro é muito interessante, principalmente do ponto de vista do esporte em geral. Treinos, motivação, jogo a jogo, foco, lideranças. Com certeza esses aspectos se traduzem para o nosso dia a dia e para o mundo empresarial, mas o foco do livro não é esse. O foco são as experiências de Bernardinho no vôlei. Quando ouvi falar desse livro diziam que tinha muitas lições de administração que Bernardo passava para os empresários em suas palestras, mas ele dedicou pouca atenção a isso. São pequenas citações. Então se você está procurando lições sobre administração desista, mas se o foco for liderança e, melhor ainda, voltada para o esporte esse livro é perfeito.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
1000 acessos
É isso aí pessoal, cheguei a uma marca histórica no final de junho/2008. Foram 1.000 acessos em 6 meses (janeiro a junho) aqui no blog. Que legal, estou feliz. Sei que isso não é nada e que meu blog tem que melhorar muito, mas foi interessante esse primeiro semestre.
Primeiro porque ao criar um blog conheci várias ferramentas como o google analytics e google adsense. Bem legais e impressionantes.
Depois disso a gente aprende muito como escrever. É interessante ver que alguns posts escritos por mim mesmo foram lidos por várias pessoas e tiveram uma aceitação boa. Aos poucos nós se adptamos, aprendemos que dependendo do assunto o post deve ser simples e direto, ou longo e bem aprofundado. Tem leitores para todos os tipos.
No final das contas o que vale é o aprendizado. Agora voltarei a postar mais seguido e tentarei explorar os pontos que deram mais certo e tentar alcançar mais 1.000 no segundo semestre. Seria bem interessante.
Era isso!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Improvável - Um espetáculo provavelmente bom
Cara, tava viajando na internet e achei esse espetáculo improvável. Pra quem não conhece, assim como eu não conhecia até agora, o espetáculo “Improvável” é um projeto de humor baseado em improvisações no qual a platéia tem fundamental importância para criação das cenas.
Seu elenco fixo é formado pela Cia. Barbixas de Humor e pelo comediante Rafinha Bastos, que, além de fazer o papel de mestre de cerimônias, aquece a platéia com uma pequena apresentação de comédia stand-up no início do espetáculo.
Olhei vários vídeos deles, mas o que mais me chamou a atenção foi o de perguntas. A platéia escolhe um local qualquer e os comediantes fazem a cena somente com perguntas, na pura improvisação. Sai cada coisa muito legal.
Para os interessados em conhecer mais sobre o trabalho desse pessoal é só clicar aqui para entrar no site oficial do espetáculo.
O post de hoje é pra esfriar um pouco a cabeça porque estamos na semana de provas e entregas de trabalhos no mestrado.
Era isso então!
terça-feira, 17 de junho de 2008
Download Day
Você está pronto para fazer parte da história? Você está pronto para estabelecer um recorde mundial? Hoje é o Download Day. Para fazer parte oficialmente do recorde mundial do Guinness, você deve baixar o Firefox 3 até às 17:00 UTC do dia 18 de Junho de 2008, ou aproximadamente 24h a partir de agora.
É pessoal, hoje é o dia de baixar o Firefox 3. O horário oficial de download foi as 14hrs de hoje (17/06/2008), mas deixaram muito a desejar. Simplesmente os servidores não aguentaram a pressão do pessoal entrando para baixar e até agora está MUITO lento. 2 horas após o horário oficial consegui realizar o download, lamentável.
O que me intriga é que depois de baixar recebi um e-mail dizendo que é até as 17hrs de amnanhã. Se são 24hrs, o horário oficial é a partir das 17hrs de hoje? Será que é isso? Na real que não entendi nada.
O importante é que já estou usando o firefox 3 e ele realmente é bem mais rápido que o 2. Vale a pena usar.
Quanto ao Download Day, não sei se será o grande sucesso como eles esperavam. Achei muita enrolação, cada hora eles falam em um horário. Se é dia 17 é a partir da meia noite, ou marca um horário com antecedência. Todo mundo esperando e eles dizem ao meio dia que vai ser as 14 hrs. Vai sabe.
Era isso então!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
MPI
Hoje vou postar um trabalho de uma disciplina aqui do mestrado. O trabalho é um artigo rerente a linguagem para contrução de aplicações paralelas e distribuídas chamada MPI (Message Passing Interface). O objetivo desse artigo é apresentar os aspectos mais importantes da linguagem, bem como seu ambiente de desenvolvimento.
Introdução
Até o fim dos anos 80, os fabricantes de computadores desenvolviam as suas próprias bibliotecas de funções para desenvolver programas paralelos, o que resultava em um código não portável e a falta de padrão dificultava o desenvolvimento das aplicações. Em abril de 1992 começou o fórum MPI, onde fabricantes de hardware e software, universidades e usuários se reuníram para criar o padrão MPI, cujo principal objetivo era desenvolver um padrão amplamente utilizado, explorando as principais vantagens do padrão de passagem de mensagens, a portabilidade e a facilidade de uso.
Para ver o artigo completo clique aqui.
Era isso então!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Você conhece a lei de Moore?
Você já parou pra pensar na rapidez em que cresce a capacidade de processamento dos computadores? Será que o aumento da capacidade de processamento diminuiu ou aumentou em algum momento? Será que esse aumento de capacidade é aleatório? Parece que nenhuma dessas perguntas faz sentido, mas por incrível que pareça existe uma lei que nos explica isso.
O que é a lei de Moore?
Em 1965, Gordon Moore, fundador da Intel, fez uma afirmação dizendo que a cada 18 meses a capacidade dos computadores dobraria, enquanto os custos permaneceriam constantes. Isto é, daqui a dois anos seria possível comprar um chip com o dobro da capacidade de processamento pelo mesmo preço que você paga hoje. Essa afirmação já dura mais de duas décadas e não parece ter prazo de validade definido, ela tornou-se tão verdadeira que acabou virando a famosa "Lei de Moore".
O interessante é que este princípio pode ser aplicado também a outros aspectos da tecnologia digital como chips de memória, discos rígidos e até a velocidade das conexões da Internet.
Até quando ela será válida?
Segundo o próprio Moore em quinze anos essa "lei" poderá perder a validade. Acontece que o processo litográfico, usado na confecção de dispositivos semicondutores, tem uma limitação física. Em breve, será impossível alinhar os átomos de silício de forma que seja possível controlar o fluxo eletrônico.
Algumas alternativas para contornar isso passam longe do conhecido transistor. Nanotubos de carbono, chips biológicos e computação quântica são boas apostas.
Mas também há quem acredite que essa lei irá vigorar mesmo com as outras alternativas. É esperar para ver.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Vale a pena fazer mestrado?
Essa pergunta estava na minha cabeça desde quando entrei na faculdade há 6 anos atrás, mas acho que as coisas de lá pra cá mudaram um pouco. No passado o mestrado era mais focado para quem procurava uma carreira acadêmica, mas não sei se isso ainda se aplica. Nosso mercado de trabalho amadureceu muito e o mestrado hoje é uma opção sólida para quem quer continuar se desenvolvendo tecnicamente. Claro que somente o título de mestre não quer dizer nada, mas tu podes ter um diferencial enorme alinhando tua dissertação com um tópico que esteja em alta no mercado, o que não é muito difícil hoje em dia.
Atualmente estou cursando mestrado na UCPEL (Universidade Católica de Pelotas) e estou muito contente com o curso, a ponto de estar me tornando um defensor do mestrado. Claro que estou em uma condição legal: tenho bolsa integral no curso; estou conseguindo me dedicar 100% ao mestrado; e além de aprender muito estou ganhando novos "grandes" amigos.
O interessante é que o mestrado está se tornando algo fundamental, deixando de lado esse mito "mestrado <> mercado". O mestrado prepara a pessoa em outros aspectos que não somente o conhecimento específico do tema de sua dissertação, o que tem tudo a ver com o perfil de profissional exigido atualmente pelas empresas. As chamadas soft-skills (habilidades interpessoais) estão cada vez mais em alta, não só a didática, mas também habilidades como independência, capacidade de se auto-gerenciar, dinamismo, todas típicas obrigrações de um mestrando.
Antes de escrever esse post procurei me informar mais sobre as exigências de mercado e me surpreendi ao ver que muitas empresas da capital, Porto Alegre, estão contratando mestres e incentivando seus funcionários a cursarem mestrado. E esse número só cresce. Não quero dizer aqui que todo mundo deve cursar mestrado, acho que cada pessoa tem um perfil e existem pessoas que não gostam do ambiente acadêmico, mas para que tem um perfil mais alinhado com os estudos e principalmente tem condições de cursar um mestrado, deve realmente aproveitar essa oportunidade e ir atrás do título.
domingo, 11 de maio de 2008
Origem do SPAM
Que interessante, dia 17/03/08 eu postei no meu blog um post chamado GMail, falando como são chatos os spans e quanto tempo precioso perdemos quando nosso servidor de e-mail não detecta esses spans. Hoje achei um post muito legal no blog Avante do Bruno Ávila falando sobre a origem do spam.
Tudo começou em 03 de Maio de 1978, quando um cara chamado Gary Thuerk teve a brilhante idéia de utilizar a rede Arpanet para enviar um convite para 393 e-mails. O convite era para um evento de uma empresa chamada DEC, fabricante de computadores da época.
O problema é que essas 393 pessoas que receberam o e-mail ficaram revoltadas e mandaram um turbilhão de e-mails para Gary reclamando. Que loucura. Dá até para vermos a mensagem original enviada por Gary (clicando aqui), inclusise algumas reclamações que ele recebeu.
Mas o ponto chave é: Por que o nome SPAM?
A idéia de chamar os emails indesejados de SPAM tem origem num episódio de Monty Python, um grupo de comédia britânico dos anos 70 que era passado na BBC de Londres. SPAM é uma carne enlatada, parecida com a presuntada, vendida por lá e é sempre empurrada para você em qualquer coisa que se peça. Neste episódio, um casal de velhinhos chega num bar, do tempo dos Vikings, pedindo algo pra comer e para surpresa dos mesmos, um dos ingredientes que não faltam é o tal SPAM. Segue abaixo o vídeo original com legendas em português:
sábado, 10 de maio de 2008
Eclipse com JavaCC
Atualmente estou usando muito o JavaCC e achei um plugin bem interessante para o Eclipse. Por sinal tenho me surpreendido muito (positivamente) com o Eclipse, ele é uma excelente ferramenta que, além de me dar um bom suporte para o desenvolvimento em PHP, está me permitindo criar e rodar arquivos ".jj" com minha gramática do JavaCC e compilar essa gramática nele mesmo. Que legal!
Para quem não conhece, o JavaCC é uma ferramenta geradora de analisadores sintáticos criada pela SUN para a comunidade de programadores Java. Ele é uma ferramenta simples e poderosa que nos permite criar analisadores sintáticos, bem como a construção de compiladores.
Agora falando do Eclipse com o plugin do JavaCC, podemos integrá-los facilmente:
- O Eclipse pode ser baixado aqui;
- Após a instalação do Eclipse, baixe o plugin do JavaCC aqui;
- Descompacte o download e insira-os no diretório raiz do eclipse (pastas plugin e features);
- Depois de instalado o eclipse + o plugin, baixe o javacc (compilador) aqui;
Para criar sua primeira gramática no Eclipse, faça o seguinte:
- Entre no menu: File >> New >> Java Project (Para criar o projeto)
- Clique com o botão direito na pasta "scr" onde ficam os códigos e selecione: New >> Other... >> JavaCC >> JavaCC Template File
- Pronto! O template está criado e já podemos compilar e rodar.
Se tiverem dúvidas para rodar as gramáticas criadas é só entrar em contato.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Insegurança no Windows Vista
Vou postar hoje só para brincar com vários amigos meus que dizem: "windows vista rules". Pra mim vai demorar muito pra microsoft lançar algo como o XP, mas gosto é gosto. Vai saber né!
Estava dando uma vasculhada na internet e no IDG Now! estava uma matéria falava sobre a inseguranças do Vista, de acordo com a matéria mesmo sendo considerado seguro, o Vista possui tantas vulnerabilidades quanto Windows 2000, lançado quando malwares eram menos comuns. O Vista conseguiu alcançar o número de 639 vulnerabilidades apenas no segundo semestre do ano passado - em um período equivalente, o Windows 2000 registrou 586 brechas.
Além de ter muitas vulnerabilidades, vários analistas culpam o Vista pela queda da receita da microsoft. Não é nenhum fim de mundo, mas com a venda de computadores crescendo cada vez mais é complicado para uma empresa que vende sistemas operacionais perder receita.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Yahoo Analytics
Há alguns meses eu publiquei um post contando um pouco sobre como o Google Analytics me ajuda a controlar os acessos ao meu blog e entender o que levam as pessoas a se interessarem por voltar ao mesmo. Hoje li uma notícia bem interessante sobre o Yahoo Analytics, publicada no site Webinsider, que diz que o Yahoo analytics promete ser mais que um analytics gratuito.
De acordo com a notícia, o Yahoo havia comprado a Tensa Ktf, conhecida por IndexTools para entrar neste mercado. A IndexTools é comparada a ferramentas de maior porte como Coremetrics, Visual Science, Unica, Omniture e WebTrends, todas pagas, como até então o era a IndexTools.
Vale a pena conferir a notícia original e observar o ponto de vista dos autores, mas o que me chamou atenção foi o fato de que o mercado não está parado e não é somente o google que se mexe. Assim como o google surgiu aos poucos e tomou conta de um mercado de gigantes, podem surgir outras marcas que roubem as parcelas de mercado deles ou até mesmo algum mercado onde eles não dominam.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Teoria dos Jogos
Para dar sequência a série de Teorias aqui do blog, hoje vou postar sobre a Teoria dos jogos, originalmente criada por Von Neumann. Para quem não conhece Von Neumann deu uma grande solução para a área de arquitetura de computadores criando o "Modelo de Von Neumann". A principal contribuição desse modelo é que ele simplifica a programação e operação dos computadores porque os programas e dados ficam na mesma memória. Abaixo segue uma imagem ilustrativa.
Quem já estudou arquitetura de computadores certamente ouviu falar de Von Neumann. O fato é que pesquisando sobre essa arquitetura eu vi que Von Neumann deu várias contribuições para o mundo científico e uma que me chamou a atenção foi a teoria dos jogos.
A teoria dos jogos consiste na idéia de que os problemas típicos do comportamento econômico são rigorosamente idênticos às soluções matemáticas de certos jogos de estatégia. O exemplo mais clássico de um jogo é o Dilema do Prisioneiro, criado por Albert Tucker em 1950. A história do jogo é a seguinte:
Dois homens, A e B, são presos depois de um assalto armado. A polícia tem provas suficientes para acusar os dois do roubo do carro de fuga, mas não as suficientes para os acusar do assalto propriamente dito. Contudo, se a polícia conseguir uma confissão de algum dos dois assaltantes, poderá condenar ambos por assalto à mão armada. Assim, a polícia fecha os homens em celas separadas e faz a mesma oferta a ambos:
Se A confessar e B não disser nada, então A irá em liberdade e B será acusado de roubo e condenado a 10 anos de prisão. Claro que a mesma proposta também foi apresentada a B: se este confessar e A não disser nada, é A que será condenado a 10 anos de prisão. Se ambos confessarem, recebem ambos 7 anos de prisão. Se nenhum deles confessar, então recebem ambos 2 anos de prisão pelo roubo do carro. Os dois prisioneiros são deixados a pensar na decisão a tomar, sem terem contacto um com o outro. A questão que se coloca é: o que é que cada assaltante escolherá? Assumindo que cada um age de acordo com o seu interesse pessoal, a solução que ocorre cada vez que este jogo ocorre, é que quer A quer B escolhem confessar, resulta numa sentença de 7 anos para cada um. Pode parecer um bocado contra intuitivo por que razão iriam os jogadores escolher confessar, uma escolha claramente pior a ambos estarem calados e serem condenados a apenas 2 anos de prisão cada? Não é apenas isto, em termos do número total de anos em prisão, este é o pior resultado possível!
O payoff esperado para o jogo, isto é, a quantidade média de benefícios que a estratégia trará, é melhor caso A confesse: 3.5 anos de prisão por confessar versus 6 anos por ficar em silêncio. Então, duma perspectiva racional, é preferível que A confesse em vez de ficar calado. Para mais, A fica sempre melhor se confessar, independentemente do que quer que B faça. Se B confessar, A tanto pode ter 7 anos de prisão se também confessar, ou 10 anos se ficar em silêncio; se B ficar calado, A tanto pode ter 0 anos de prisão se confessar ou 2 anos por ficar calado. Infelizmente para A, o mesmo é válido para B, que também ficará melhor se confessar. Isto quer dizer que se ambos fizerem o que é melhor para os seus interesses, ficarão 7 anos na prisão! Este exemplo demonstra que, em muitos jogos, a “melhor” solução (aquela na qual o resultado é mais elevado) não é aquela que vai acontecer no final.
O minimax é um método usado em teoria da decisão para minimizar a perda máxima possível, ou, alternativamente, pode ser pensado como a maximização do ganho mínimo.
Quem quiser saber mais sobre Von Neumann ou estudar mais sobre a teoria dos jogos é só clicar aqui.
Benchmark
Hoje vou postar um simples projeto que fizemos em aula. Um benckmark para testar o processamento das máquinas.
A idéia do projeto é bem simples, rodar um conjunto operações complexas n vezes e comparar os processadores.
As operações são:
- logl(37.61)
- sinl(2.45)
- cosl(0.26)
- sqrtl(7.33)
- 2.57/7.77
- expl(3.95)
São operações simples, mas a idéia era rodar essas expressões n vezes em aproximadamente 2 minutos. Para isso, fica uma dúvida: Se rodarmos em uma máquina rápida ela levará um tempo para executar esse conjunto de operações, mas se rodarmos em uma máquina lenta ela levará um tempo maior para o processamento. Então, como vamos saber quantas vezes rodar esse conjunto de instruções?
Parece uma questão simples de ser resolvida, colocamos um while e dizemos que enquanto o tempo for menor que 2 minutos executa, se for maior pára. Beleza, mas ficar parando o processamento a todo o momento para ver se já atingimos 2 minutos é um custo alto a se pagar quando medimos processamento porque ele pára o processamento para requisitar o relógio.
Para resolver esse problema usamos o critério de calibração. Esse critério roda um número X de vezes esse conjunto de expressões e calcula quanto tempo ele levou pra isso. Com base no tempo que esse número X de vezes rodou, calculamos então quantas vezes podemos rodá-la novamente para atingirmos um tempo aproximado a 2 minutos.
Bem interessante essa calibração. Imaginem que temos uma máquina lenta e ela roda a calibração em 3 segundos e uma máquina rápida que roda a calibração em 1 segundo. Nosso programa se adapta a esse tempo e roda menos vezes para uma do que para outra, levando sempre em consideração os dois minutos. Se não usássemos a calibração a máquina rápida poderia rodar N vezes um conjunto de instruções em 1 minuto e a máquina lenta rodar em 3 minutos. Usando pouco tempo não faz diferança, mas se pensarmos em horas fica complicado, uma máquina roda em 5 horas a outra em 15.
Esse benchmark eu fiz na linguagem C++ e disponibilizei o código em: http://quinho.googlepages.com/bench_marcos.cpp
O programa compilado está em: http://quinho.googlepages.com/bench_marcos.zip
Se tiverem alguma sujestão ou dúvida é só comentar.
sábado, 26 de abril de 2008
Alinhamento em CSS
Hoje vou postar algo aparentemente simples, mas achei bem interessante. O padrão web de hoje é o chamado tableless que no popular siginifica "não se usa mais tabelas em um site moderno". Então, devemos usar o poder do css para colocar todo tipo de estilos nele. O que achei interessante é a questão do alinhamento, existe um modo simples de alinhar seu site todo no centro com uma regra simples de css. Não é muito claro, mas o padrão é interessante.
Estava tentando alinhar meu site verticalmente centralizado, mas não estava entendendo como. Antigamente usávamos algo como:
- Criar uma tabela geral colocando dentro da tag table um style="align=center";
- Ou criar uma div mais externa também com a tag style="align=center";
Hoje o interessante é usarmos tudo no padrão, de preferência dentro do um estilo css. Podemos fazer algo bem simples como:
<html>
<head>
</head>
<body id="alinhacentro">
</body>
</html>
E no nosso CSS criaríamos o "alinhacentro" da seguinte maneira:
#alinhacentro { width: 795px; margin: 0 auto; }
De acordo com essa definição teremos a div "alinhacentro" com uma largura fixa de 795px e o mais interessante é que quando definimos margin: 0 auto, estamos dizendo que automaticamente nossa margem terá 0 tanto acima como abaixo dela e margens direita e esquerda automáticas, centralizando então o site.
É algo bem simples, mas achei legal essa regra do CSS.